STARTSE - Dotz monta processo de inovação que alia expertise do Vale do Silício com Brasil

08 de Agosto de 2018
A Dotz é uma daquelas empresas que chamam a atenção de qualquer pessoa. Tudo começou em 1995, quando Roberto Chade, fundador e CEO da Dotz se juntou ao pai para criar um programa de fidelidade chamado Smart Club. Naquela época, internet era artigo de luxo e o programa não era acessível a todos. Cinco anos depois, em 2000, Chade e seu irmão Alexandre fundaram a Dotz – uma empresa de programa de fidelidade projetada, inicialmente, para atuar apenas no comércio eletrônico.
 
Com o estouro da bolha da internet, o programa pivotou e voltou para o varejo online e, em 2009, escolheu implantar uma nova estratégia de negócios que previa parcerias também com lojas físicas em Minas Gerais. Na prática, a dinâmica era simples: a cada um real em compras, o cliente acumulava um valor em pontos Dotz para trocar por produtos ou outros serviços de lojas parceiras. A facilidade em acumular pontos com as compras do dia a dia logo atraiu os clientes para o programa, que começou a expandir rapidamente naquela época. Hoje, são mais de 23 milhões de clientes cadastrados e R$70 bilhões em vendas incentivadas nos últimos dois anos em 690 cidades.
 
Mas não para por aí. Para crescer ainda mais, a empresa aposta em iniciativas em novos mercados. A Dotz Indústria, por exemplo, foi criada para parcerias além do varejo. Ao contratar esse serviço, o cliente pode aumentar as vendas e a rentabilidade do seu produto na gôndola e ter acesso à uma análise de perfil dos compradores e à divulgação nos canais de comunicação da Dotz. Já na categoria incentivo, o cliente pode manter os funcionários da empresa engajados para bater metas com prêmios em Dotz.
 
Presente em 13 regiões metropolitanas, a empresa decidiu que era hora de partir para o mercado paulistano, o maior de todo o Brasil. Para isso, se juntou, no primeiro semestre de 2018, à rede de lojas Hirota Food Express. A cada compra em uma das 13 unidades na capital paulista, o cliente acumula os pontos que podem ser trocados por produtos, serviços, passagens aéreas, créditos de celular e descontos. Além do Hirota, fazem parte da rede Dotz a Shell, Vivo, Centauro, Casas Bahia e outras grandes empresas.
 
Dotz Next
Em abril de 2017, Chade esteve no Vale do Silício onde visitou diversas empresas e acompanhou, de perto, as novidades e tendências tecnológicas. Em paralelo, já se preparava para abrir um escritório no mesmo local. Já em setembro do mesmo ano a empresa expandiu seus horizontes e garantiu um lugar no maior polo de inovação do mundo. O laboratório na Califórnia é focado em temas como blockchain, inteligência artificial, Internet das Coisas, big data e outras tecnologias. Foi criado o Dotz Next, um centro de inovação isolado do restante da companhia, com presença tanto no Brasil quanto no Vale.
 
 
Após investir R$ 10 milhões em 2017, a empresa anunciou mais de R$ 15 milhões em investimentos em 2018 direcionado para todo o ciclo de inovação. O head de inovação e responsável pelas operações em São Francisco, Santiago Thomaz, explica que os objetivos por trás das novas escolhas são claros: buscar insights e ideias para inovar dentro da empresa. “Sou responsável por buscar essas informações e levá-las para o restante do negócio. Cada ideia é tratada como uma ‘startup’ dentro da Dotz”, explica. O intuito é trazer o ambiente do Vale para dentro do negócio.
 
Na prática, o processo é dividido em três etapas: a primeira é reunir ideias, dados, informações e tendências do Vale do Silício. Depois, assim como as startups, que se apresentam para os investidores, as ideias que mais se destacam e se encaixam com as expectativas da empresa são desenvolvidas e apresentada em uma espécie de pitch day para os diretores. As melhores são selecionadas e aceleradas dentro da companhia. “Desenvolvemos a solução por alguns meses para então transformá-la em um produto. Os diretores também pensam em possíveis patrocinadores da ideia”, explica Thomaz.
 
Desde abril deste ano, o head tem a ajuda de um time para colocar em prática tudo que aprende e manter o projeto ativo. Com reuniões semanais, o profissional repassa tudo o que vivenciou na Califórnia. O escritório, localizado em um coworking em São Paulo, não foi escolhido por acaso. “Resolvemos separar a equipe para ter independência de pensamentos e ideias. Além disso, o ambiente incentiva o compartilhamento de conhecimento e convivência com pessoas de outra empresa”, ressalta Thomaz.
 
Há pouco mais de um ano no Vale, a empresa já alcançou bons resultados. Um deles, é o upgrade no aplicativo, com soluções que integram o Apple Pay e Google Pay com a Dotz. Hoje, é possível, por meio de um QR Code, fazer o cadastro no programa de forma rápida e fácil, acompanhando as transações pelo próprio celular, e converter pontos em tempo real. Além disso, outra solução, que está na fase de testes, usará inteligência artificial para auxiliar os consumidores a encontrar ofertas de acordo com o perfil de consumo.
 
Segundo Thomaz, o foco é melhorar a experiência dos consumidores e estar um passo à frente no mercado. “Estou em contato direto com a inovação, faz parte do meu dia a dia. Mudar uma empresa que já está há 17 anos no mercado é um desafio. Por isso, tento ao máximo repassar essa cultura para dentro dela”.
 
Um convite
A empresa estará conosco no Varejo Tech 2018, a maior conferência sobre tecnologias para o varejo e e-commerce já feita no Brasil. Vamos falar sobre inovação, estratégias de vendas de gigantes do setor, startups e outros temas neste evento exclusivo em São Paulo. Para conhecer mais sobre a conferência e garantir sua vaga, acesse o site oficial!

 

Copyright © 2015 Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização - ABEMF. Todos os direitos reservados.